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BLOG | Adriana Figueiredo

Português para Concursos

Funções do “se” em concursos: como reconhecer sem errar

Se existe um vocábulo capaz de decidir aprovações em concursos públicos por todo o país, este vocábulo é o “se”. Aparentemente simples, essa pequena palavra de apenas duas letras desempenha uma quantidade expressiva de funções morfológicas e sintáticas na Língua Portuguesa. Por isso, é fundamental saber diferenciar as funções do “se”. 

As bancas examinadoras — como a Fundação Getulio Vargas (FGV), o Cebraspe, a FCC e a Cesgranrio — conhecem perfeitamente o alto potencial de confusão que essas múltiplas facetas oferecem e, por isso, transformaram as funções do “se” em um dos temas mais recorrentes e temidos nas provas de língua portuguesa.

O segredo para não errar esse tipo de questão não reside na memorização mecânica de regras isoladas, mas sim no desenvolvimento de uma visão sistêmica da estrutura oracional. É preciso analisar o contexto, identificar a transitividade do verbo ao qual o termo se vincula e aplicar testes de substituição precisos. 

Neste artigo, estruturado com base nos preceitos e na consolidada abordagem didática da professora Adriana Figueiredo, você compreenderá de forma definitiva o comportamento dessa partícula, internalizando os mecanismos práticos para diferenciar suas ocorrências e garantir pontos preciosos na sua prova.

Mapa das funções mais cobradas

Para mapear o comportamento do “se”, você deve primeiramente dividir o estudo em dois grandes blocos: as funções de natureza pronominal (ligadas a verbos) e as funções de natureza conjuntiva (que introduzem orações). A seguir, detalhamos as classificações que mais aparecem nos editais de concurso público:

1. Pronome Apassivador (ou Partícula Apassivadora – PA)

Ocorre quando o “se” se associa a um Verbo Transitivo Direto (VTD) ou a um Verbo Transitivo Direto e Indireto (VTDI) na construção da voz passiva sintética. O traço fundamental dessa função é que o elemento semântico que sofre a ação atua gramaticalmente como o sujeito paciente da oração. Portanto, o verbo obrigatoriamente concordará em número (singular ou plural) com esse sujeito.

  • Exemplo: “Alugam-se apartamentos.” (Análise: alugar é VTD; apartamentos é o sujeito paciente; logo, o verbo vai para o plural porque equivale a “Apartamentos são alugados”).

2. Índice de Indeterminação do Sujeito (IIS)

Diferentemente da partícula apassivadora, o IIS atua para ocultar a identidade do agente da ação verbal, tornando o sujeito sintaticamente indeterminado. Ele se associa estritamente a Verbos Transitivos Indiretos (VTI), Verbos Intransitivos (VI) ou Verbos de Ligação (VL). Como o sujeito é indeterminado, o verbo correspondente deve permanecer, rigidamente, na 3ª pessoa do singular.

  • Exemplo: “Precisa-se de novos funcionários.” (Análise: precisar é VTI; “de novos funcionários” é objeto indireto; o sujeito é indeterminado, impedindo a flexão do verbo no plural).

3. Conjunção Subordinativa Integrante (CI)

Nesta função, o “se” abandona o papel de pronome e passa a atuar como um conectivo oracional. A conjunção integrante introduz uma Oração Subordinada Substantiva (que pode ser subjetiva, objetiva direta, objetiva indireta, etc.), a qual desempenha uma função sintática em relação à oração principal. Geralmente, ela denota uma ideia de incerteza, dúvida ou indagação.

  • Exemplo: “Não sei se o edital será publicado hoje.” (Análise: quem não sabe, não sabe algo; a oração “se o edital será publicado hoje” funciona como objeto direto do verbo saber).

4. Conjunção Subordinativa Condicional

Também atuando como conectivo, a conjunção condicional introduz uma Oração Subordinada Adverbial Condicional. Ela expressa uma hipótese ou uma condição necessária para que a ação da oração principal se realize.

  • Exemplo: “Se você estudar com método, alcançará a aprovação.” (Análise: o estudo metodológico é a condição estabelecida para atingir o resultado da aprovação).

5. Pronome Reflexivo / Recíproco

Ocorre quando o sujeito pratica e sofre a ação verbal simultaneamente (reflexivo), ou quando dois ou mais sujeitos praticam a ação um no outro (recíproco). Sintaticamente, esse “se” exercerá,em geral, a função de objeto direto ou objeto indireto.

  • Exemplo: “O candidato cortou-se com a folha de prova.” (Reflexivo). “Os concorrentes cumprimentaram-se cordialmente.” (Recíproco).

6. Parte Integrante do Verbo (PIV)

O “se” faz parte integrante de verbos chamados essencialmente pronominais, que expressam sentimentos, atitudes ou mudanças de estado (como suicidar-se, queixar-se, arrepender-se, orgulhar-se, submeter-se). Nessas situações, a partícula não possui função sintática isolada; ela é apenas parte do próprio morfema verbal.

  • Exemplo: “Ela queixou-se do gabarito preliminar.”

Testes práticos de identificação

Para acelerar a resolução e afastar em definitivo a dúvida na hora da prova, aplique os três testes práticos baseados em substituições e checagem de transitividade:

1. Teste da Voz Passiva (PA vs. IIS)

Diante da estrutura Verbo + se, localize o termo subsequente. Se você conseguir transpor a frase para a voz passiva analítica (com o verbo auxiliar ser + particípio) mantendo a coerência, o “se” será Partícula Apassivadora. Caso a transposição seja gramaticalmente impossível devido à presença de preposição ou intransitividade, o “se” será Índice de Indeterminação do Sujeito.

  • VTD + se → Permite transposição → PA (Ex: Vendem-se casas → Casas são vendidas).
  • VTI + se + prep. →   Não permite transposição →  IIS (Ex: Confia-se em teses →  “Teses são confiadas” destrói a sintaxe original).

2. Teste do “ISSO” (Conjunção Integrante)

Para identificar se o “se” é uma conjunção integrante, isole a oração iniciada por ele e tente substituí-la por completo pela palavra “isso”. Se a substituição resultar em uma frase estruturalmente válida, trata-se de conjunção integrante.

  • Exemplo: “Perguntou-se se as inscrições estavam abertas” →  Perguntou-se isso. Portanto, o “se” é Conjunção Integrante.

3. Teste do “CASO” (Conjunção Condicional)

Substitua a partícula “se” pela conjunção “caso” (com o devido ajuste no tempo do verbo subsequente para o modo subjuntivo). Se o sentido de hipótese ou pré-requisito se mantiver intacto, a classificação correta é conjunção condicional.

  • Exemplo: “Se o candidato chegar atrasado, os portões estarão fechados” →  Caso o candidato chegue atrasado… (perfeito encaixe de sentido).

Exemplos de questões por banca

As bancas examinadoras cobram as funções do “se” adotando perfis bem definidos. Entender essas nuances ajuda a direcionar os seus estudos:

Aplicação em contexto prático de prova:

Para consolidar o aprendizado, é fundamental compreender como a teoria se traduz na linguagem específica das principais organizadoras de certames públicos do país. As bancas examinadoras cobram a nomenclatura das funções do “se”, mas também exploram a variação dessas estruturas por meio de propostas de reescrita, alterações de concordância e análises de equivalência sintática.

A seguir, veja como a FGV e a Cebraspe costumam articular esse conhecimento em suas questões: 

  • Questão Estilo FGV: em “Discutiu-se exaustivamente a validade das cláusulas do contrato administrativo”, a banca costuma propor a alteração do termo “a validade” para o plural (“as validades”) e questionar o impacto morfossintático. O aluno treinado sabe que, como “discutir” é Verbo Transitivo Direto, o “se” atua como Partícula Apassivadora. Logo, o sujeito paciente passa a ser “as validades”, exigindo a imediata flexão do verbo para o plural: “Discutiram-se exaustivamente as validades…”. Se a banca sugerir manter o verbo no singular, a alternativa estará incorreta.
  • Questão Estilo Cebraspe: a banca apresenta o trecho: “Sabe-se que o investimento em segurança institucional viabiliza a conformidade” e afirma: “A partícula ‘se’ classifica-se como índice de indeterminação do sujeito.” O candidato atento aplica o teste do “ISSO”: “Sabe-se isso” → “Que o investimento… é sabido”. Portanto, o “se” introduz uma oração subordinada substantiva subjetiva na voz passiva sintética, atuando como Pronome Apassivador, e não como IIS. O item estaria, portanto, errado.

Esses cenários evidenciam que o sucesso nas questões sobre o vocábulo “se” depende diretamente de o candidato saber ler as intenções ocultas nos comandos de cada banca. Seja diante do rigor semântico da FGV ou das afirmações categóricas do Cebraspe, a triagem sintática imediata, baseada na transitividade verbal e nos testes de transposição, é o instrumento que separa o palpite intuitivo da resposta convicta e gabaritada. 

Funções do “se”: checklist rápido

Antes de marcar o cartão-resposta da sua prova, passe os olhos mentalmente por este checklist estruturado para blindar a sua resposta contra pegadinhas:

  • [  ] Verifique a transitividade: o verbo é VTD, VTI, VI ou VL? Se for VTI/VI com preposição clara introduzindo o complemento, elimine imediatamente a possibilidade de ser Partícula Apassivadora (PA).
  • [ ] Examine a concordância: se o “se” for classificado como Índice de Indeterminação do Sujeito (IIS), certifique-se de que o verbo está rigidamente flexionado na 3ª pessoa do singular. Verbo no plural com preposição aparente aponta erro de concordância.
  • [  ] Aplique as substituições: o “se” pode ser trocado por “caso”? É condicional. A oração inteira pode ser trocada por “isso”? É uma conjunção integrante. A frase aceita a conversão para “verbo ser  + particípio“? É uma partícula apassivadora.
  • [  ] Cuidado com os verbos pronominais: verbos que indicam sentimentos ou reações inerentes ao sujeito (arrepender-se, queixar-se) trazem o “se” apenas como Parte Integrante do Verbo (PIV), desprovido de função sintática ativa de objeto ou passiva.
  • [  ] Atenção à próclise corretiva: em períodos iniciados por palavras atrativas (negativas, pronomes relativos, advérbios), certifique-se de que a posição do “se” atende aos preceitos de colocação pronominal antes de avaliar a sua função sintática.

Dominar as funções do “se” é uma virada de chave na preparação de qualquer candidato. Ao aplicar sistematicamente a triagem sintática, analisando a regência do verbo e empregando os testes de substituição, você transforma um dos assuntos mais complexos dos editais em uma valiosa e segura fonte de pontos na sua prova de aprovação. 

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Sobre Adriana Figueiredo

Há mais de 25 anos, leciona em cursos presenciais e online para alunos de todo o Brasil. Suas redes sociais, juntas, têm mais de 1,2 milhão de seguidores. Especialista em português e redação para concursos, é dona de uma metodologia patenteada que ensina com lógica. Além de ser professora exclusiva do Estratégia Concursos, possui um site especializado em Língua Portuguesa, cuja plataforma de aulas conta com mais de 4 mil alunos matriculados. Também é autora de várias obras, entre elas a “Gramática Comentada” lançada pela Editora Saraiva, considerada em 2016 como um dos "10 livros de português indispensáveis para concurseiros" pela Revista Exame.

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